sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Afinal não foi assim tão DILFÍCIL...

Lá apresentámos o “Dilfícil Leitura” no Fólio Educa e correu tudo bem. Apesar disso, registo que a comunicação não chegou aos destinatários ideais deste nosso projeto: unidades de ensino especial, estruturado ou de multideficiência (em ligação com biblioteca escolar). Se calhar até chegou….mas o receio, o isolamento ou a inércia fez com que os profissionais que trabalham com crianças especiais não se inscrevessem para a nossa partilha pública (?). De qualquer forma, recebemos alguns professores e uma animadora, da parte da manhã, que contaminámos da melhor maneira com a nossa crença na possibilidade da leitura junto de crianças do espectro do autismo ou portadoras de multideficiência. Da parte da tarde recebemos uma turma regular (também tinha uma criança referenciada) que se juntou ao nosso grupo misto. Acho que conseguimos passar a ideia… Foi muito bonito ver o empenho e a cumplicidade dos nossos alunos monitores que acompanharam os seus colegas especiais nas apresentações (demonstrações) dos livros, sempre coadjuvados pelos adultos. E de repente, já as crianças estavam autónomas, recolhendo livros, manipulando e mediando… sem necessidade de nenhum adulto. Uma das professoras do Cadaval que acompanharam as crianças disse-me em determinada altura: "Não se conseguem distinguir os docentes das auxiliares "; pois é, todo fazem tudo, somos mesmo um colectivo. Logo de manhã apareceu a Goretti Cascalheira da Biblioteca Municipal, de alguma forma a grande responsável por este acontecimento, na medida em que iniciou há 3 anos um programa específico de promoção do livro e da leitura junto das necessidades educativas especiais, chamando a atenção a Maria José Vitorino, ela também bibliotecária e curadora do Folio/educa, que abriu a possibilidade desta proposta ao Agrupamento de Escolas de S. Gonçalo, articulando a proposta com a professora Helena Brígida da Rede de Bibliotecas Escolares. A professora bibliotecária Joana Rodrigues tratou de abraçar a ideia! Foi uma bela caminhada até chegar ao Folio/Educa. Motivando a comunidade escolar, juntando à ideia os professores de ensino especial e as auxiliares de educação, depois, ainda, trouxemos os alunos monitores para o projeto. As famílias aderiram  a Câmara Municipal disponibilizou o transporte. Criámos uma espécie de metodologia piloto que poderá ser utilizada por outros agrupamentos de escolas, propagando a “Revolução Inclusiva”.
partilhando leituras com outros profissionais de educação
Sabemos que no agrupamento de Escolas de S. Gonçalo (Torres Vedras) segue um projeto, o “Ler é ser especial”, que necessita de todo o apoio que lhe possam dar, incluindo o financeiro, de forma a aprofundar o que foi conseguido. O Dilfícil Leitura tem ainda uma tarefa a realizar: a elaboração de um conjunto de guiões (fichas de exploração), passíveis de ser introduzidos nos programas de gestão bibliotecária, e que darão pistas para a mediação leitora especial junto de crianças com necessidades educativas especiais. Por aqui vos daremos conta…

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