quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Bairro Leitor: Quem sabe a origem dos ciganos?



As imagens que contam a história toda...
O café do Senhor Fernando estava à cunha de moradores pequenos e grandes, a par dos colegas de projecto. Conseguimos montar no café o projector de vídeo e um ecrã; os cafés e o bolo-rei foram por conta do projecto “Bairro Leitor”. Coadjuvado pela Maria José Vitorino (Laredo) e pelos companheiros da Academia de Jovens do Casalinho, da AASPS e da Junta de Freguesia da Ajuda, lá comecei a nossa sessão. Contei uma versão de “Jack e a Morte” mas passada no Casalinho da Ajuda, tendo a morte ficado fechada numa garrafa de água vazia – as crianças portaram-se muito bem. Esta sessão com a comunidade cigana sobre a sua história foi preparada ao longo do mês de dezembro e janeiro – fartei-me de ler para poder partilhar alguma informação. E, de repente, a sala encheu-se de gente tisnada, falando alto, opinando afirmativamente sobre a origem dos seus. Lá fui falando da diáspora e sua origem no sul da Índia/Paquistão, enquanto projectava imagens sobre a comunidade e um mapa para melhor exemplificar os caminhos percorridos. O público agitou-se; uns afirmavam a sua origem bíblica, talvez descendentes de Caim (filho de Noé), outros garantiam a atmosfera de mistério e desconhecimento que envolve a raça, talvez, quem sabe, a tribo perdida de Israel... Discretamente um morador cigano segreda-me a sua concordância com a minha versão. Ficou claro que a comunidade cigana tenta defender as suas tradições, criando uma defesa de identidade, num mundo com existências cada vez mais diluídas. Tive de me aguentar no meio de uma saraivada de palavras, sempre atento e respondendo, por saber que estes momentos de comunicação entre moradores são bem importantes - afinal, o bairro é conversável.

Uma confluência entre 3 iniciativas do projeto: 
Biblioteca de Bairro
Casa das Artes
Comida com Histórias

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