sábado, 13 de agosto de 2016

Ópera na prisão (30 de junho)

Foto: Fundação Calouste Gulbenkian
Foto: Fundação calouste Gulbenkian
Poderia passar uma noite ou um dia todo a falar de como o projeto “Opera na Prisão” de Paulo Lameiro e da sua equipa (Sociedade Artística e Musical dos Pousos) é importante, importantíssimo e aponta claramente o caminho da criatividade como forma de os reclusos se reencontrarem, de voltarem a estar sintonizados com a vida. Vale a pena saber mais sobre este projeto – existe muita informação disponível na net. Foi um privilégio fazer parte da equipa (Aldara Bizarro, Miguel Horta e Sofia Cabrita – Descobrir/Gulbenkian) que realizou uma oficina criativa dedicada ao grupo de jovens reclusos artistas que levaram à cena “D. Giovanni:1003 – Leporello 2015”. A nossa partilha foi composta por uma série de exercícios divertidos de corpo e movimento e por uma adaptação do modelo OVI (Olhar, Ver e Interpretar – sector educativo CAM/Gulbenkian). Trabalhámos duas peças: “Homenagem a Almada”, instalação de Maria Beatriz e “Ouve-me” um vídeo de Helena Almeida. Discreta, Adriana Pardal esteve sempre em cima do acontecimento, para que nada faltasse...Obrigado Leonor Nazaré por me aturares na procura de informação – acabei por mostrar um conjunto de imagens das peças de Maria Beatriz que ajudaram a contextualizar a obra, abrindo novos apetites. Gostei muito do momento em que o grupo alargado partilhou opiniões sobre a obra das duas artistas – afinal, quem tem medo da arte contemporânea? Os nossos participantes gostaram e eu diverti-me, como sempre. 
"Então isto é uma instalação? O que está escrito lá em baixo? Parece uma carta à mãe dela..."
Foto: Fundação Calouste Gulbenkian

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