terça-feira, 12 de julho de 2016

Curso Laredo: Necessidades educativas especiais

Exercício de retrato
Está a decorrer na Escola Secundária António Damásio o curso Inclusão, Escola, Biblioteca: Mediação Leitora, Educação Artística e Necessidades Educativas Especiais promovido pelo Centro de Formação António Sérgio e desenvolvido pela Laredo Associação Cultural. Miguel Horta e Maria José Vitorino dão corpo a esta ação de formação que contou já com a presença de Simão Costa numa interessante sessão sobre as potencialidades do trabalho em torno do som (com recurso a tecnologia digital) junto dos alunos com necessidades educativas especiais. Um belo grupo, muito interessado, maioritariamente composto por Professores de Ensino Especial e Professores Bibliotecários, que tem aproveitado bem os espaços de comunicação horizontal, para lançar questões ou partilhar recursos. Este curso surge no seguimento da ação de formação desenvolvida recentemente no Instituto Nacional para a Reabilitação, e é o primeiro de muitos, nesta área específica, que a Laredo pretende realizar em diferentes pontos do nosso país.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Leituras em cadeia: Contar na prisão

Talvez tenha feito ontem uma das melhores sessões de conto deste ano letivo. Foi na escola do estabelecimento prisional de Tires com 36 reclusas e docentes, no contexto do Projeto Leituras em Cadeia. Num primeiro momento escutei as queixas das reclusas sobre a biblioteca do Pavilhão B. As residentes que tinham frequentado a biblioteca prisional do Pavilhão A (onde decorre o projeto Gulbenkian – “Leituras em cadeia”- dinamizado pela Laredo Associação Cultural) queixam-se da falta de livros e de condições para a pesquisa, afirmando que existem grandes limitações à circulação de livros entre a escola e o Pavilhão B. Referem, ainda, que a biblioteca do pavilhão A é mais agradável e organizada. Depois de alguma conversa lá começou a sessão com um momento inicial em que algumas reclusas de origem Guineense e cabo-Verdiana quiseram tirar dúvidas sobre a escrita do crioulo: dei alguns exemplos no quadro e falei do ALUPEC (Alfabeto unificado para a Língua Cabo-Verdiana). Finalmente chegaram os contos! Num diálogo quase horizontal fui dando exemplos de diferentes formas de narração oral: do conto cantado, ao conto com livro na mão, conto tradicional, conto rimado… Contei duas curtas histórias sobre almas penadas (passada em cabo Verde) e outra sobre duas navalhas enfeitiçadas (Jorge Luís Borges) que recolheram o aplauso de todas as residentes da prisão de Tires, presentes na sessão. Não é que estas mulheres me acompanharam cantando o “Vamos à caça do Urso” (um divertido livro para crianças de Michael Rosen - vale a pena ver e escutar o autor!)? Correu muito bem! Bom ambiente no encerramento de ano lectivo na escola do estabelecimento prisional. No Verão, além da vertente formativa e da ilustração, prosseguiremos no caminho das formigas, de qualificação dos meios e dos serviços da Biblioteca, diariamente presente para todas as residentes (reclusas). Mas de tudo isto, vos iremos dando notícia.

terça-feira, 28 de junho de 2016

O meu rosto e o teu rosto

Autoretratos a partir do negativo com diversas intervenções plásticas
A temporada de oficinas do Programa Descobrir/Gulbenkian, dedicadas às necessidades educativas especiais, terminou ontem com o ateliê “Meu rosto teu”, com jovens da CERCISA Mira Tejo. Para garantir o lugar nas nossas oficinas do ano letivo 2016/17, não se esqueçam de contactar a minha colega Margarida Vieira logo no início de setembro para uma breve reunião para marcação de agenda - 217823491

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Soprando as velas com Nuno Marçal

António Fontinha, Miguel Horta, Nuno Marçal e Rodolfo Castro
no final de um belo serão de contos,
celebrando o 10º aniversário do Bibliomóvel de Proença-a-Nona
Este fim de semana o Bibliomóvel de Proença-a-Nova comemorou 10 anos de atividade pelas aldeias do Concelho e fui convidado para a festa com o Rodolfo Castro e o António Fontinha. Um belo trabalho do Bibliotecário Nuno Marçal, promovendo a leitura, a proximidade e a comunicação entre as gentes das aldeias. Como era de se esperar, juntou-se um belo grupo de bibliomóveis, vindos dos vários cantos do país, para comemorar com o amigo do interior este trabalho feito de teimosia e dedicação: lá estava Biblioteca Andarilha (Beja), Penafiel, Valença, Redondo, Chamusca e tantos outros, sem esquecer a Elsa Serra que veio falar do seu projeto “Na rua com histórias” (um tuc tuc que vai andar por aí levando a leitura a quem precisa…). Quantos aos contos… É sempre fantástico contar com estes dois amigos… O serão, depois do jogo Portugal-Croácia, correu-me melhor que a manhã. A noite terminou com uma bela banda local: “O homem da carabina”- até trouxe um cd comigo – “Rockalhada da boa!”  Força aí, Nuno! Parabéns!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Pisão: uma casa com histórias

Anos cinquenta, quando ainda se chamava Colónia Agrícola e Penal do Pisão
No passado dia 17 de junho orientei um workshop no Centro de Apoio Social do Pisão (Alcabideche) promovendo a mediação do acervo histórico desta instituição. Esta é a minha segunda intervenção nesta Casa dedicada à Saúde Mental; a primeira teve como tema central mediação leitora e doença mental, dando origem a uma formação mais aprofundada sobre o tema que decorreu recentemente no Instituto Nacional para a Reabilitação. Sente-se um interesse crescente, dos profissionais desta área, nas metodologias e recursos propostos pela educação artística e pela mediação leitora. Nesta abordagem ao interessante conjunto de peças históricas que contam a evolução da instituição foi possível encontrar peças expostas que serviram como motor para a escrita imaginativa. Assim que estiver preparado o percurso (e guião de intervenção), o Pisão fica preparado para propor uma visita oficina ao público exterior e, também, um desafio criativo para os seus utentes. Refiro aqui o livro “O Estado Novo e os seus vadios – Contribuição para o estudo das identidades marginais e a sua repressão” de Susana Pereira Bastos (Publicações Dom Quixote) que, juntamente com algumas memórias recolhidas junto dos “mais antigos” da instituição, permitiram criar uma atmosfera narrativa, fundamental para o desenvolvimento da proposta de escrita. Um agradecimento à equipa técnica do Pisão pela sua coragem imaginativa e pelo apoio que me têm prestado no nascimento de novas ideias para a intervenção sociocultural.

domingo, 12 de junho de 2016

INR: Notícias do curso de mediação leitora

O curso “Mediação Leitora em Bibliotecas e Doença Mental” promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação continua, esta semana, a desassossegar os participantes (de origens profissionais muito variadas) para urgência de estratégias de trabalho em torno das literacias que contribuam para uma maior autonomia dos utentes e consequente melhoria da qualidade de vida. Leitura e espírito de mão dada. Ao longo das sessões, tem estado disponível para consulta um conjunto de livros que costumo usar no meu trabalho e que tem suscitado a curiosidade destes profissionais. Na última sessão fizemos dois exercícios práticos: a “Máquina da poesia” (escrita imaginativa) e “Dos sons nascem histórias” (literacia auditiva e construção de narrativas) – acho que toda a gente se divertiu ao mesmo tempo que foi pensado no que poderia fazer aplicado ao seu quotidiano profissional… Continua já na 3ª feira!

Programa e intenções do curso AQUI

De volta da "Máquina da poesia"