quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Palavristas!

Já há algum tempo que as ideias bailavam na minha cabeça e na do Hugo Barata, na sequência da nossa anterior participação no projeto 10x10 Verão (2013). Sentíamos como era importante educar para a afirmação da opinião dentro dos museus, como parte de uma intenção mais lata de formação de público infantil e juvenil. Ao Hugo agradava-lhe muito o recurso ao conceito de Manifesto, como convocação de antigas vanguardas e fermentação de futuras. Pelo meu lado, elegi a palavra como veículo para essa afirmação, sob a figura tutelar de Almada Negreiros e do seu “Manifesto Anti-Dantas”; isto na linha da mediação leitora dentro dos museus.
Como as equipas educativas das oficinas deverão são compostas por 4 educadores artísticos (exigência da estrutura…), juntaram-se a nós mais dois elementos: A Joana Andrade trazendo a palavra dançada (ou o corpo e apalavra) e a Maria Remédio com o vídeo (a imagem da palavra). Ficou completo o conceito com a chegada do movimento e da imagem: tinha nascido a oficina "Manifestos Palavristas".
Daqui surgiu o plano de intenções que a seguir publico, bem como o vídeo resultante do trabalho em torno do corpo e da palavra nesta primeira semana de oficinas (um belo trabalho vídeo da Maria Remédio). Esta oficina será repetida a 18 de Agosto no Centro de Arte Moderna (Programa Descobrir) - Ainda há vagas!


“Manifesto-me! Manifesta-te! Tens uma opinião? Queres dizer alguma coisa? Serás um mestre Palavrista?
Nesta oficina vamos desafiar-te a encontrar formas criativas de manifestares o que pensas. Através de técnicas e materiais muito variados, e usando o poder das palavras, vamos desenhar, construir, escrever e inventar manifestos sobre a arte e o seu poder de mudar o nosso olhar, o nosso pensamento e, acima de tudo, o mundo em que vivemos.
É que um museu de arte é um espaço espantoso, cheio de obras desafiantes, palavras à solta e ideias importantes, uma espécie de grande livro aberto, vivo e em mudança permanente, sempre a propor-te maneiras criativas de o leres e (re)escreveres. E já agora, o que pensas sobre tudo isto? Anda cá dizer-nos!”

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