terça-feira, 6 de abril de 2010

Columbina

Foto: Pedro Horta

No dia mundial da poesia o Projecto Columbina ganhou finalmente asas percorrendo os céus de Beja numa iniciativa da Biblioteca Municipal. Antecedendo a "solta" dos pombos, tiveram lugar oficinas de escrita criativa em que o mote foi a poesia. Nas aldeias de Salvada e Santa Vitória as crianças reuniram-se em torno da Máquina da Poesia e fizeram os seus poemas em pequenas folhas de papel, para serem atados às patas dos simpáticos animais voadores. Também na Biblioteca de Beja um grupo de pais e filhos fizeram o mesmo com resultado surpreendente. No primeiro dia de Primavera, logo pela manhã, juntámo-nos na escadaria da biblioteca com os nossos amigos columbófilos e seus animais. Lemos os nossos textos e com um pequeno elástico prendemos os poemas às patas dos pombos;  a uma hora combinada os bichinhos foram soltos descrevendo uma curva no céu. O mesmo aconteceu nas aldeias com a gente reunida no meio da praça. Fomos então para os pombais para receber esse correio tão especial, escrito por gente que não conhecemos. Em Beja estive na Aldeia Columbófila junto com outros 35 participantes, todos de nariz no ar espiando a chegada dos pombos. Lá vem um! O columbófilo faz soar o seu apito e o pássaro poisa no pombal. Com cuidado retiramos o pequeno papel dobrado. (na imagem, estou de pombo na mão antes de recolher a mensagem - uma bela foto cedida pelo Pedro Horta). Depois lemos o poema aos presentes. Estamos a preparar um pequeno jornal da iniciativa com poemas e depoimentos de Columbófilos e participantes. Nada disto teria sido possível sem a dinâmica da equipa da Biblioteca de Beja e a energia de Cristina Taquelim, sempre com a preciosa colaboração de Nelson Batista, técnico de biblioteca e columbófilo.
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7 comentários:

  1. É com imenso prazer que, ao que parece, deixo o primeiro comentário neste blogue de que já sou seguidora (naturalmente!)!
    PARABÉNS, Miguel, bem hajas pelo modo como te dás e por provares que o sonho comanda a vida!
    A foto, este post e o do Pedro Horta ilustram bem o que deve ter sido este dia com pombos e poesia! Adorava ter estado presente! Que bela forma de celebrar a poesia, a primavera, a liberdade, a paz... um projecto a continuar!!!

    Adorei a tua newsletter, dá para perceber que tens o tempo ocupado quase ao minuto. Congratulo-me também pela homenagem que a Cãmara de Portimão fez à tua mãe!
    Bom trabalho! Continua a brindar-nos com as tuas (boas) ideias, pois criatividade e profissionalismo não te faltam.

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  2. Tinhas que ser a primeira a comentar! :)
    Obrigado pelas tuas palavras.
    Este vai ser um espaço variado onde irei dando ecos do meu trabalho em todas as suas vertentes...

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  3. Já tinha ouvido falar da iniciativa pela rádio e por pouco assistia, mas realizou-se após eu ter estado em Beja, só que no fds anterior :( Adorava ter assistido, mas já me inscrevi como seguidora deste blog para poder saber de todas as outras iniciativas:)

    Bom Trabalho!

    Susana Lopes

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  4. Querido Miguel,
    Que boas notícias! Quero mesmo é conhecer os sons e as cores, ver as estrelas nessa rua onde se celebra o nome da tua mãe.

    Quanto a Colombina e seus vôos... Sabes, penso sempre naquelas estórias que a História cala, nas mulheres antigas com nome de descobridores. Mas também nas mulheres de hoje que partem à descoberta das paragens que poderão ou não existir, tal como sempre acontece no lugar da poesia.

    Beijosssss

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  5. Obrigado Susana.
    Muito obrigado Mafalda pelas tuas belas palavras.

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  6. O poder da imaginação não tem valor, é bonita a imagem dos céus alentejanos a serem atravessados por poesia...
    Professora Paula Carlos
    DA MINHA ALDEIA
    Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
    Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
    Porque eu sou do tamanho do que vejo
    E não, do tamanho da minha altura...

    Nas cidades a vida é mais pequena
    Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
    Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
    Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
    de todo o céu,
    Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
    nos podem dar,
    E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

    Alberto Caeiro

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  7. Muito apropriado o poema...
    um abraço e beijos para a vossa turma que me deu tanto carinho na minha ida a Portimão.

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