domingo, 27 de maio de 2018

Sussurrando no Museu da Tapeçaria


Portalegre
Museu abriu as portas
a uma oficina de construção poética
fotografias de Jorge Alcântara (CMP)

24 de maio foi Dia dos sussurros no Museu da Tapeçaria em Portalegre - Guy Fino, numa iniciativa da Biblioteca Municipal. Para além dos técnicos do Museu, tivemos a presença de um grupo de seniores da cidade, Sport Clube Estrela, que se dedicaram à construção poética através da máquina da poesia e construção de sussurradores. A sessão começou com uma homenagem ao pintor Júlio Pomar, em frente a uma tapeçaria exposta do mestre - “Bela aurora”. Cantámos a “Bela aurora” (os mais velhos sabiam a letra!) e lá fomos à nossa máquina. Escutar Aqui a música (ler o post ao som da Brigada Victor Jara). Escritos os versos, decorámos os sussurradores com pedaços de tecido e outros materiais, depois experimentámos sussurrar aos ouvidos de quem lá estava alguns dos nossos versos. Mais uma aventura nos museus!
Luís Ensinas trabalhando os textos com os participantes
Sussurradores têxteis
 Escrevendo poesia até de olhos fechados!

terça-feira, 22 de maio de 2018

Dos sons nascem histórias, com os utentes do Pisão


 A sala é muito luminosa, com uma vista quase de 360 graus para o verde do vale.
 Para aumentar a concentração, por vezes, é necessário usar vendas e mergulhar na escuta. 
Momentos únicos.

A 17 de maio desenvolvi a oficina “Dos sons nascem histórias” com grupo de utentes e técnicos do Centro de Apoio Social do Pisão (Alcabideche). Este workshop trabalha a escuta autónoma, a atenção às imagens interiores que se formam a cada estímulo sonoro, a competência da palavra quando se descrevem as imagens convocadas e a escrita, se a opção for pelo registo das narrações a partir do escutado. Por vezes peço que me façam uma ilustração a partir da trilha sonora apresentada. No início de cada oficina, trabalho a concentração e a harmonia (unidade positiva) do grupo através de pequenas dinâmicas de corpo/jogos, preparando o ambiente para as propostas seguintes. Estes workshops têm funcionado como janela de ideias, refrescando a prática, para os técnicos que todos os dias trabalham com doença mental nesta histórica instituição de Cascais.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Na noite dos Museus



Hoje é o Dia Internacional dos Museus, ou melhor, a noite. Vamos poder dormir nalguns museus, outros terão as portas abertas até tarde; durante o dia ofereceram um grande número de atividades preparadas a quem lá quis ir. Sendo assim, aproveito para falar sobre aqueles que não podem ir lá, estão muito longe, em lugares recônditos da nossa sociedade, nunca lá foram ou desconhecem o que lá se passa. Existem muitas formas de Exclusão, da social à cultural, da religiosa à económica, as que resultam de diferenças físicas, psicológicas, étnicas, linguísticas e as geográficas. Muito tem sido feito neste movimento que vai abrindo com coerência as portas dos museus e orgulho-me de participar nessa senda. Para além deste trabalho em prol das Acessibilidades cabe agora à comunidade que trabalha nos museus, a promoção da Inclusão – essa mesmo! A que não faz distinção entre públicos e afirma que não deveria ser preciso ter dia, hora e momento especial marcado para se ter acesso a uma oferta educativa específica. Acessibilidade não é inclusão. Deixo-vos com esta bela menina Sassetti d'aprés Domenico Ghirlandaio que vive num vale escondido de Alcabideche, no Centro Apoio Social do Pisão, nosso público no Museu Gulbenkian, Oficina “O que nos diz um retrato”.
Ver também:
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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Rã luminosa


Pequeno boneco luminoso - uma ajuda oportuna na mediação do livro junto de alunos especiais
Teve lugar a 3 de Maio mais uma sessão do projeto “Ler é ser especial” promovido pela Biblioteca Escolar da Ventosa em conjunto com as duas salas de Educação Especial da escola. Trabalhei em contexto de sala de aula, partilhando uma ferramenta pouco usual, a lanterna UV, aplicada à aprendizagem da leitura. Improvisámos um quarto escuro e brincámos com palavras luminosas inscritas em objetos do quotidiano. Uma ferramenta luminosa e pouco convencional que permite captar a atenção dos alunos, trabalhando o foco.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Rimas salgadas na Biblioteca Escolar da Francisco Arruda


No dia 10 de Maio tive uma manhã memorável na Escola Francisco Arruda. Fui recebido no auditório da escola pelos alunos dos diferentes ciclos de ensino, num “Encontro com o escritor”, a propósito do “Rimas salgadas. A professora bibliotecária Lurdes Caria organizou um concurso de ilustração e construção poética que envolveu uma grande quantidade de alunos com resultados extraordinários, basta lembrar-me do poema que a Nare, uma menina Arménia que conheço de outras criatividades (Museu Gulbenkian, ver aqui) escreveu. Os pais, orgulhosos da filha, compareceram no auditório para a entrega do merecido diploma, bem como de um exemplar do livro. E seguiram-se mais e mais diplomas, acompanhando bons textos e ilustrações expressivas, com especial destaque para o trabalho dos professores de educação especial, que conseguiram mergulhar os seus alunos no universo do livro. Aliás, a constante foi sempre o envolvimento dos docentes na proposta da biblioteca – quando chegou a altura de dialogar com o convidado, as questões colocadas foram pertinentes e o ambiente atento e contente. Pelo meio ainda disse uns poemas, contei uma história e cantei – imaginam os sorrisos naquelas caras? Os meninos e meninas do jardim de infância de Santo Amaro também participaram nesta brincadeira em torno do livro. Vale a pena espreitar na Biblioteca Escolar os trabalhos que surgiram a partir deste desafio. Já depois da sessão, fiz uma brincadeira com palmas e batuque, usando alguns poemas com um pequeno grupo especial, onde pontuava o Moisés, um menino cigano que já conhecia do bairro do Casalinho da Ajuda (Bairro Leitor) – foi uma festa que ficou registada pela professora bibliotecária.


Sala cheia. O grupo da Educação Especial
Uma família Arménia Especial. Obrigado Naré!

terça-feira, 15 de maio de 2018

Oficinas Improváveis: Uma escultura no centro da praça

Na recta final das Oficinas Improváveis, estivemos na Biblioteca escolar do Agrupamento de Escolas Madeira Torres (Torres Vedras), mediando o livro com jovens autistas, numa sessão muito participada. "Apresentei" alguns livros aos alunos, professores e auxiliares de educação, explicando o porquê da mediação de cada livro. Os livros circularam à volta da mesa, com tempo, respeitando as diferenças entre os alunos, procurando os olhos, uma porta de entrada para a comunicação e o prazer da descoberta. nesta sessão destaquei a importância da intertextualidade, cruzando os universos de dois livros distintos num exercício prático.
Para além de se trabalhar com jovens especiais, estas Oficinas Improváveis têm o valor das propostas práticas, entusiasmando os professores de Educação especial e Professores Bibliotecários para a utilização da ferramenta livro e enriquecimento das coleções das Bibliotecas na direção da Inclusão.