quarta-feira, 28 de março de 2018

8 de Março em Almada


Há sempre uns momentos na vida em que tudo segue com demasiada pressa, nem sequer dando tempo para conferir as práticas e os dias aqui no blogue. Com algum atraso, cá seguem notícias da mediação pela arte e pela leitura.
Passei o dia 8 de março em Almada. De manhã, na Escola Secundária do Monte da Caparica e de tarde na Biblioteca Municipal Maria Lamas (Monte da Caparica/Raposo). A minha anfitriã da manhã foi a professora bibliotecária Ludovina Pereira. Foi gratificante trabalhar com crianças e jovens de diferentes origens, desaguando todos na nossa língua. Trabalhei essencialmente a poesia portuguesa, de forma dinâmica e divertida, não me esquecendo de homenagear as mulheres… Se conseguirmos estabelecer a energia correta numa sessão, isso pode ter resultados surpreendentes – e assim foi, com a ajuda de Alexandre O’ Neill, Gedeão, José Fanha e de todo o mar que consegui trazer dentro dos meus livros. Ainda brinquei com dois textos em crioulo para gáudio de um grupo de raparigas e rapazes com origens nas “ilhas”. De tarde rumei à Biblioteca Municipal Maria Lamas onde fui recebido por amigos da rede pública de leitura, a João Ferro e o Luís Barradas. Aguardavam-me duas turmas de jovens, igualmente variadas. Tarefa da tarde: transformar aqueles amigos irreverentes em poetas. Foi aí que entrou a Máquina da Poesia a funcionar em pleno! Escrevemos alguns versos e terminei com dois poemas: um do Fanha e outro de Álvaro de Magalhães. No final estava cansado mas contente pela energia que a malta nova me passou ao longo daquele dia.

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