domingo, 14 de janeiro de 2018

Spinner para começar a comunicar



Comprei um Spinner preto numa loja chinesa, próxima aqui de casa. Tenho usado este pequeno brinquedo, não para estar na moda, mas porque ele é um poderoso auxiliar nas estratégias de comunicação com crianças com "problemas" ou do campo do autismo. O meu spinner é luminoso e chispa com o seu LED, formando mandalas à medida que vai girando no escuro da sala. Completamente irresistível. É fascinante ter um objeto cinético que pouca coisa faz, para além de girar. Deixa bastante espaço para a interação, para a comunicação, tem muito espaço livre, poucas funções. Um território livre para ser explorado a dois. Bem sei, tem alguns truques que vou aprendendo com miúdos que têm canais Youtube e que fazem crítica de brinquedos atuais. (ia para publicar um vídeo que fiz, mas estes pré-adolescentes são muito melhores que eu…). Mas o bom deste objecto/brinquedo é que gera aproximações, um primeiro motivo de aproximação, se calhar sem palavras. Depois, alguns gestos, motricidade fina apurada e…toque de mãos. Ideal para o trabalho em tandem, para começo de estrada e outras invenções circulares. Experimentas tu, experimento eu, poisamos na mesa para escutar o ruído. Quando aparecerem mais do uma criança com oseu spiunner para conversar, aí teremos de inventar novos rumos para o jogo, outras interações. A propósito de jogos coletivos (tradicionais): Este verão vi umas miúdas a jogar ao prego na praia. Juntei-me a elas e, felizmente, não estranharam: lembrava-me de quase toda a sequência e das diferentes posições das mãos acompanhadas de movimentos específicos, gradualmente mais difíceis, à medida que se aproxima o final do jogo. Hei de me lembrar de usar este jogo, aproveitando para desenhar na areia molhada.
Não poderia terminar estas linhas sem referir o pai de todos estes brinquedos cinético e giratórios: O Senhor Pião, aqui num pequeno filme do interior do Brasil.

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