quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Ler! Ler nas oficinas improváveis.

Lendo Álvaro de Magalhães em voz alta.
Com o início do ano, recomeçaram as Oficinas improváveis, mediando a leitura junto de alunos com necessidades educativas especiais, nas bibliotecas escolares de Torres Vedras. A equipa é composta por três mediadores: um cota (eu), mais a Ana Gonçalves e Vera Fortunato, técnicas da Biblioteca Municipal de Torres Vedras, responsável pela iniciativa. Estivemos na Biblioteca Escolar da escola sede do Agrupamento de Escolas Padre Vitor Melícias, muito bem recebidos pela professora Ilidia Janela, a anfitriã. O grupo que participou na sessão não era muito pesado. As maiores dificuldades destas crianças advêm da sua condição de exclusão cultural e social, sendo evidente a presença da etnia cigana que tentámos valorizar ao longo da sessão, pedindo para que acompanhassem dois poemas (meus) usando as palmas, à boa maneira cigana, marcando o ritmo/métrica de dois textos. Decidimos ler, com mais ou menos expressão, um conjunto de textos previamente escolhidos tendo em conta a composição do grupo. E lá pegámos em António Gedeão, António Torrado, José Fanha e Álvaro de Magalhães. A Ana leu muito bem o poema “animais de estimação”, um texto do “Brincador”, e eu e a Vera lemos, a par, o “Devagar e depressa” de António Torrado (“À esquina da rima, buzina”). Ler para o outro, tão simples.
Lendo ritmadamente António Gedeão

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