terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Projecto BAIRRO LEITOR

E lá fiz uma ilustração para o projecto....
(em breve transformada em logótipo)
Hoje falo-vos de um projeto de intervenção que tem vindo a ocupar (nos últimos tempos) os meus dias por Lisboa – Trata-se do BAIRRO LEITOR. Quem está atento ao rumo que a Laredo (Associação Cultural) vem tomando, rapidamente percebe que estas ideias surgem no seguimento de “Aldeias Leitoras”, “Tásse a ler” e outros tantos projetos que refletem a urgência de pensar as literacias num contexto social, intervindo diretamente no território. Desde sempre, as bibliotecas comunitárias, foram tema de eleição para Maria José Vitorino, ou não tivesse sido ela uma das impulsionadoras do projeto THEKA (Fundação Calouste Gulbenkian) que interveio em Portugal, adicionando mais bibliotecas e saber à Rede de Bibliotecas Escolares. Promovido em conjunto pela Junta de Freguesia da Ajuda, Laredo AC e Associação de Apoio e Segurança Psico-Social, o Projeto BAIRRO LEITOR está a decorrer no muito alfacinha Bairro do Casalinho da Ajuda. Este projeto tem diversos parceiros: ESTAL, Grupo Sport Chinquilho Cruzeirense, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, AGIRXXI- Associação para a Inclusão Social, Academia de Jovens do Casalinho da Ajuda, Agrupamento de Escolas Francisco de Arruda, Centro em rede de Investigação em Antropologia (CRIA) e a Associação de Voluntários de Leitura. Tudo isto acontece no âmbito do programa BIP-ZIP, promovido pela Câmara de Lisboa, com o objetivo de requalificação e dinamização do espaço da freguesia da Ajuda – com enfoque principal no bairro do Casalinho da Ajuda - pretende tornar o bairro num lugar onde se vive melhor por ser um bairro leitor, trabalhando no interior das comunidades que o compõem, com e para toda a gente, e otimizando recursos existentes e a desenvolver, pela valorização da leitura e das literacias, através de práticas inclusivas de leitura e de criação, disseminadas. Numa abordagem transgeracional e de educação não formal, privilegiam-se destinatários entre os moradores mais jovens, pelo seu potencial de envolvimento da comunidade e de condição de sustentabilidade futura.

Nos próximos post vos darei conta do desenvolvimento deste trabalho que passa muito pelo contacto direto com os moradores, escutando, propondo e agindo. Tenho feito equipa (no terreno) com Miguel e Mónica Cordeiro, dirigentes associativos da Academia de Jovens do Casalinho da Ajuda – um garante no local para o sucesso do projeto.

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