domingo, 31 de janeiro de 2016

Os mistérios da CDU

Nas últimas sessões do “Leituras em cadeia”, Maria José Vitorino, companheira de projeto, tem vindo a trabalhar com as “residentes” (reclusas) diversos aspetos da biblioteconomia. A tarefa do desbaste, aparentemente simples, acabou por se revelar didaticamente complicada, dando-nos uma imagem clara do percurso do livro à chegada, até ao momento de queda em desgraça; mas aprendi que não vai para o lixo… É muito interessante ver como a Maria José vai comunicando com as reclusas responsáveis da biblioteca prisional do E. P. Tires (Pavilhão A). Tenho até uma ponta de inveja: como mulher que é, tem acesso privilegiado ao universo das reclusas. Trata-se, portanto, de uma formação no feminino. Até eu estou ser introduzido no misterioso mundo da Classificação Decimal Universal. O que é certo é que todo este labor em torno da organização do espaço de leitura está a dotas as detidas de um conhecimento bem razoável da coleção, ficando em condições de aconselhar um livro a quem anda perdido pelas estantes. Cada vez gostamos mais deste projeto.

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