sábado, 31 de outubro de 2015

Desassossego Sussurrado

Foto: Companhia Andante
É com muito gosto que vou estar presente nos Dias do Desassossego, contribuindo com a oficina Desassossego sussurrado, para este evento que une a Casa Fernando Pessoa e a Fundação José Saramago, durante este mês de novembro. Podem consultar o programa completo AQUI. Nos dias 25, 26 e 27, das 10.30h às 12.00h, decorrerá, na Casa Fernando Pessoa, uma oficina com utentes do Hospital Júlio de Matos em torno da poesia com construção de sussurradores que servirão para partilhar o que conseguirmos escrever, numa intervenção pública (nas ruas), no sábado dia 28, com partida às 15h da Fundação José Saramago. Como estas duas casas de autor têm sempre as portas abertas a todos, a nossa oficina será inclusiva; qualquer um pode juntar-se a este grupo especial, partilhando criatividade e construindo o seu sussurrador pessoal, juntando-se ao grupo sussurrador na tarde de sábado. No próprio sábado 28, a partir das 10.30h, o artista/monitor estará presente na Fundação José Saramago, explicando o funcionamento da “Máquina da poesia” (metodologia de construção poética) e ajudando a construir um sussurrador para a intervenção. O grupo reúne-se à porta da FJS às 15h para um percurso que tem como objetivo simbólico o café Martinho da Arcada. Temos um sussurrador para si, venha partilhar as palavras connosco!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Descobrir a diferença

Ora cá está mais uma edição do encontro “Descobrir a diferença”, desta vez, dedicado à doença mental. Um espaço de partilha e debate entre profissionais do campo das necessidades educativas especiais. Uma oportunidade para conhecer melhor o trabalho da Associação Persona e outras instituições, bem como o projeto “A arte vai a casa” de Teresa Barreto, monitora/artista especializada no trabalho neste campo de problemática. A não perder a pequena exposição de trabalhos dos nossos visitantes que acompanha este encontro que terá lugar na sede da Fundação Calouste Gulbenkian, sala 2, no dia 21 de novembro às 10.30h. 

Sentir especial: Um convite


Sentir Especial é um programa contínuo de atividades culturais, educativas e experimentais, desenhado para o públicos com Necessidades Especiais, com um enfoque especial nas famílias, e onde todas as crianças são Bem-Vindas! Pretende-se com este programa proporcionar não só momentos especiais de cumplicidade entre os membros das famílias presentes e da comunidade em geral, mas também despertar atitudes relacionais que sustentem uma partilha para além deste Sentir Especial.
Próximo encontro: 7 de novembro 2015 – 15.30h– Conversa improvável & Criativa – Biblioteca Municipal de Torres Vedras.
Porque propomos este encontro?
Porque acreditamos que é fazendo com o outro, em conjunto, que se pensa melhor. 
Como organizar uma oferta que faça sentido para as famílias com crianças e jovens com necessidades educativas especiais? 
Primeiro escutando, conversando de forma solta, informal, conhecendo os utilizadores dos nossos espaços culturais. Vamos aproveitar a presença de um mediador da leitura para conhecer alguns livros e fazer algumas brincadeiras. Achamos que as famílias têm poucos lugares onde possam estar realmente à vontade, fruindo livremente a nossa oferta. Queremos escolher livros, filmes e espetáculos que façam sentido para as famílias especiais do nosso concelho. Queremos que nos ajudem a programar as iniciativas da Biblioteca Municipal, que sintam esta casa como sua e colaborem com ideias para o futuro.
Quem pode participar?
Pois bem, a família alargada. Podem até trazer convosco aquele amigo especial do vosso filho ou um vizinho essencial na vossa vida, ou ainda a avó ou o tio, pois a biblioteca é uma casa onde cabe toda a gente. 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Moby Dick vai às escolas


Agora que a oficina Moby Dick (Descobrir/Gulbenkian) está disponível para ir às escolas. Não resisto a publicar este registo vídeo feito pela monitora Joana Maria durante a nossa oficina de verão: uma pequena corporização das vocalizações dos diferentes cetáceos. Uma dinâmica de corpo e voz aprendida com o António Pedro (Companhia Caótica) durante uma edição do projeto 10x10.
Para saber mais sobre a oficina Moby Dick ligar: 217 823 800 ou enviar email para descobrir@gulbenkian.pt

domingo, 25 de outubro de 2015

Folio!

Teresa Calçada apresentando a mesa da Tertúlia "Leitura, Literatura e Ciência"
Termina hoje o Folio, Festival Literário Internacional de Óbidos. Foram dias intensos num rodopio de autores, ilustradores, músicos, pedagogos, pensadores (…), toda uma trupe variada que se juntou em torno da literatura. A Laredo esteve presente com as suas duas curadoras, Maria José Vitorino e Teresa Calçada que puseram de pé o Folio Educa. Para além das oficinas e tertúlias apresentadas, fica o destaque para o Seminário Internacional “Educação, leitura e literatura” que juntou 160 Professores Bibliotecários e outros interessados que debateram temas atuais da leitura e das Bibliotecas Escolares. Sobrevivemos ao temporal do primeiro dia e, apesar das dificuldades, conseguimos levar por diante os trabalhos na grande tenda dos autores que abanava por todo o lado, ficando por vezes sem eletricidade. Segui com particular interesse as comunicações apresentadas por Inés Miret, pois é cada vez mais importante pensar na leitura em ambiente digital e qual o seu peso na oferta das bibliotecas, Sílvia Castrillón, que para além de falar das bibliotecas comunitárias (muito presentes na Colômbia) abordou o tema da biblioteca escolar como refúgio, proteção para uma leitura em profundidade. Nas sessões paralelas deste encontro, destaco a “Biblioteca inclusiva”, pois vem na linha das minhas últimas intervenções nos agrupamentos de escolas de Sintra; pude perceber um pouco melhor o trabalho da professora Maria João Filipe (Mafra) e invejar os recursos apresentados por Rui Miguel Carvalho no trabalho com alunos NEE em Viana do Castelo.  
Uma sessão muito engraçada e agitada da "Máquina da poesia"
na Livraria da Adega
Neste Folio Educa apresentei a “Máquina da poesia” a alunos do Complexo dos Arcos (Óbidos). Foram grupos demasiado grandes o que perturbou a qualidade final do trabalho mas lá se conseguiu por toda a gente a escrever poesia, colocando em cena uma segunda máquina da poesia, com a colaboração dos docentes presentes. Gostei muito de rever os animadores de Óbidos – estas sessões são importantes para que o grupo aprenda a trabalhar a ferramenta poética. Por fim, teve lugar a tertúlia “Leitura, Literatura e Ciência” com Cristina Carvalho, Carlos Fiolhais e Pedro Pombo. Quero agradecer à Bichao os magníficos bolinhos do Cadaval, com que presenteou os palestrantes.
Foi uma honra participar na exposição de homenagem a Maria Keil, “PIM!”, organizada por Mafalda Milhões: Muito bem montada, representativa e com um belo conjunto inicial de desenhos da Maria, que já conhecia, a que poderia chamar “o que os olhos alcançam quando desenho corpo a partir do meu ponto de vista”. Parabéns para a Curadora e para a Comissária!

 Apesar do trabalho, consegui assistir a uma conversa muito engraçada entre Mia Couto e José Eduardo Agualusa e emocionei-me com a peça Yerma pela Companhia João Garcia Miguel.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Folio Ilustra - PIM!


PIM! Mostra de Ilustração/FOLIO ILUSTRA inaugura amanhã, dia 17 de outubro às 17.00h - Galeria Nova Ogiva - Óbidos. Sob o signo de Maria Keil. Uma bela colheita de ilustradores com curadoria de Mafalda Milhões... A minha alforreca nadou do "Rimas Salgadas" mergulhando no Folio... Há muito tempo que não se organizava uma coletiva de ilustradores. Não percam! 

A luminosa Máquina da Poesia no Folio Educa - Óbidos

Pintura - acrílico sobre tela - 140x100 - 1990
(Coleção BES - particular) 
Presente! Lá estarei no Folio Educa com a minha oficina “A Máquina da poesia”, desta vez sob o signo da Luz, dedicada aos alunos de Óbidos. Duas sessões ao longo do dia 21 de outubro. Uma oficina de iniciação á escrita poética com leitura de textos de diferentes autores. Mote da oficina: Existem palavras luminosas que rasgam clarões no entendimento. Pelas 18h, na Livraria da Adega terá lugar uma tertúlia em que a ciência é o tema central, com Carlos Fiolhais e Cristina Carvalho com moderação de Pedro Pombo.
O Folio Educa é comissariado por Teresa Calçada e Maria José Vitorino (Laredo Associação Cultural). 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Visita Laredo em Língua Gestual Portuguesa, este fim de semana em Serralves



No próximo sábado iremos oferecer, integrado no programa do Serviço Educativo do Museu de Serralves, mais uma visita orientada em Língua Gestual Portuguesa, o Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves tem, desde Maio de 2015, um programa educativo que oferece visitas guiadas em Língua Gestual Portuguesa dedicadas à Comunidade Surda.
 Esta oferta pretende democratizar o acesso dos surdos à cultura, cumprindo o que a Carta das Nações Unidas garante no âmbito dos direitos das pessoas surdas, e de acordo com a Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada no nosso país em 2009, nomeadamente no seu artigo número 30, que defende a Participação na Vida Cultural, no Lazer e no Desporto. Nesse sentido, salientamos a importância de se reconhecer, no espaço do Museu, a identidade cultural e linguística própria dos surdos, pois esta atividade é inteiramente pensada e preparada exclusivamente em LGP.
 O programa, que se realizará mensalmente de forma gratuita para os participantes, conta com uma equipa de ouvintes e de surdos: Joana Macedo, historiadora da Arte e ouvinte, Susana Tavares, monitora de atividades educativas e intérprete de LGP, ouvinte, e Joana Cottim, surda e jovem dirigente associativa/federativa, enquanto mediadora de comunicação e consultora em LGP.
 Acreditamos que é importante a comunidade surda participe e esteja bem representada neste programa, garantindo a viabilização e a contaminação que o mesmo poderá ter noutros Museus, por todo o país.
 17 de outubro, às 16h30 – na Fundação  de Serralves (Porto).

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Um sentir especial

Neste início de ano letivo, estou envolvido, de novo, em projetos interessantes; desta vez o “Sentir especial”, programa dedicado ás necessidades educativas especiais lançado pelos Serviços educativos da Câmara Municipal de Torres Vedras. A convite de Goretti Cascalheira (com quem gosto imenso de trabalhar) e com a colaboração do mediador músico Pedro Simão Vaz (a par dos técnicos da biblioteca municipal) vamos propor um trabalho colaborativo com as “famílias especiais” do concelho que, espero, dê bons frutos.
Serenamente, criando um projeto de intervenção partindo pela base, com as famílias especiais do conselho e seus filhos com necessidades educativas especiais. Uma ideia a pensar na biblioteca pública, criando respostas onde elas não existem: pensar o serviço de referência para um acolhimento informado dos leitores com necessidades educativas especiais, pensar a coleção (no seu sentido mais lato) partindo destes utilizadores invulgares e conceber momentos de mediação leitora, assertiva, para este público. Não será apenas um trabalho dirigido às crianças e aos jovens especiais. A nossa intenção é para com as famílias como um todo (família alargada e amigos essenciais deste núcleo) proporcionando aos pais momentos de fruição e descoberta da oferta cultural da biblioteca municipal. Interessa-nos desenhar uma resposta colaborativa, com que se identifiquem.
Mas por ode começar? Pois bem… No dia 7 de Novembro às 15.30h, na Biblioteca Municipal de Torres Vedras, faremos um primeiro encontro a que chamámos Conversa improvável & Criativa, uma espécie de sábado cheio de surpresas… Reunir o grupo, propor dinâmicas, tirar um livro da manga (e talvez um conto), escutar, escutar sempre, entendendo dificuldades e percebendo o perfil leitor. Aprender a resposta da leitura Pública para esta realidade. Este primeiro encontro terá alegria e livros de imagens, daqueles que dão vontade de falar. Depois começaremos a escrever com marcadores grossos, num grande papel de cenário, todos os nossos desejos leitores…e não só. E estamos preparados para escrever, riscar, corrigir as ideias, aferindo rumos. A partir deste encontro, esperamos poder construir uma programação feita à medida em colaboração com as famílias. Pois, afinal, a Biblioteca é uma Casa onde cabe toda a gente!

domingo, 11 de outubro de 2015

António Cruz - O pintor e a cidade

António Cruz - aguarela 
(Por cortesia da Fundação Calouste Gulbenkian)
Depois do grande dia D, onde o programa Descobrir (Fundação Calouste Gulbenkian) dá uma ideia da grande variedade da sua oferta educativa, hoje foi dia de aguarelar na exposição de António Cruz. Com o título de "Cadernos de água e cor", esta “visita desenhada” reuniu um pequeno grupo de interessados (poucos, mas bons) que fez do chão da galeria de exposições temporárias o seu ateliê de aguarela. Aqui fica o link para a melhor visita guiada que se poderia ter à obra deste artista: o filme “O Pintor e a cidade” de Manoel de Oliveira – Dois olhares sobre a cidade do Porto reunidos num só filme. Gosto bastante deste formato de visitas em que podemos experimentar técnicas de expressão e recolher informação sobre a obra dos artistas. Estejam atentos às próximas visitas desenhadas do Descobrir!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Utopia!

Uma manif dos anos 70?
 Não, trata-se apenas de uma performance de encerramento da oficina "O que é a Utopia?"
, no Centro de Arte Moderna. Um vídeo de Hugo Barata
Em tempo de final de campanha eleitoral apetece-me relembrar a oficina de férias “O que é a utopia?”, pensada e realizada por Hugo Barata, Joana Andrade, Maria Remédio e Miguel Horta. Tendo como ponto de partida a exposição “Tensão e liberdade” (patente até 26 de outubro no Centro de Arte Moderna/FCG), propusemos a reflexão sobre a utopia e a construção de respostas e entendimentos pessoais sobre a transformação do mundo. As crianças usaram diferentes meios expressivos para encontrar este significado, aparentemente complexo (dirão alguns) mas que ao fim de uma semana se tornou visível nos trabalhos que apresentaram e na divertida performance manifestação, em conjunto com os pais, que invadiu o átrio e espaços expositivos do CAM. Foram dias muito trabalhosos mas divertidos, com uma equipa ímpar, que acabaram por provar a importância de se mediar a reflexão sobre o mundo com as crianças, no espaço improvável de um museu. Já agora, no domingo não fiquem em casa: vão votar!