sábado, 8 de agosto de 2015

Oficina Moby Dick

Rockwell Kent
Acaba de terminar a primeira oficina Moby Dick promovida pelo programa Descobrir/Gulbenkian em colaboração com a Escola de Mar: Cansados mas satisfeitos com o resultado… Eu sempre olhei com curiosidade para os cetáceos, basta lembrar o meu livro “Pinok e baleote” onde um menino crioulo faz amizade com um rocal comum. Mas os peixes sempre foram os meus animais de referência. A colaboração com a bióloga Ana Pêgo veio mudar bastante a minha visão sobre estas criaturas oceânicas, acrescentando horizontes à minha visão sobre o mar. Com esta oficina reencontrei-me com a obra de referência de Herman Melville. Lembro-me, há muito tempo, de uma tarde passada no antigo ateliê de Maria Keil, junto à casa dos meus pais, quando ela me mostrou umas gravuras fantásticas de  Rockwell Kent para a edição de 1930. Estávamos no princípio dos anos 80 e a visão destas gravuras, confirmou o percurso que vinha fazendo na Gravura (CGP/Lisboa). Volvidos estes anos todos, estou de volta a esta obra que me marcou (sempre acompanhado pelas magníficas e curiosas notas de rodapé de Alfredo Margarido, o tradutor).
Mas como por de pé uma oficina dedicada às crianças sobre estas fantásticas criaturas, os cetáceos, sem a escolarização a que têm estado sujeitos os diferentes temas da educação ambiental? Ainda por cima uma oficina de férias… Foi isto que se fez, com uma equipa formada por biólogas (Ana Pêgo, Vera Jordão e Cristina Brito), uma atriz (Catarina Requeijo) e um artista visual. Um objeto em forma de semana de férias para crianças, que juntou literatura, leitura, biologia e artes plásticas em torno da ideia urgente da defesa dos oceanos. Seguindo o fio da história, registando com desenho e escrita em diários de bordo, fomos conhecendo melhor os cetáceos na companhia de Ismael e Queequeg, a bordo do Pequod. Houve tempo para gravar uma espécie de scrimshaw e cantar ritmadamente a partir das vocalizações de orcas, baleias, cachalotes e golfinhos. Gostei particularmente do Hip Pop do Francisco (um dos pequenos participantes) que perguntava “o que é que os cachalotes comem?” Lulas! Claro.

Próxima expedição baleeira: 31 de agosto a 4 de setembro.

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