segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Em Fitares há uma ferramenta dentro da cabeça começada por "I"


Eu sei que pode ser “feio” reproduzir sem mais o texto de um email trocado entre professores do ensino especial... Mas, por vezes, as palavras dos outros descrevem melhor o movimento gerado numa intervenção na escola. Aquilo que começou com as visitas/oficina ao Centro de Arte Moderna no contexto do programa Descobrir/NEE, foi crescendo, ganhando corpo e uma direção clara nos objetivos pedagógicos e partilha com a comunidade escolar. O projeto “Eu sou Tu” vai caminhando, sendo um exemplo quase paradigmático de um modelo de intervenção a seguir quando se pensa em inclusão no ensino. Agora, estão abertas novas inscrições para a s escolas do concelho de Sintra e a equipa do Descobrir cá as espera de braços abertos.
Reencaminho este email para que cada um nas salas onde tem alunos do projeto possa motivar as professoras titulares para irem com a turma a um atelier. Para quem já lá esteve sabe como estes ateliers são maravilhosos e podem ajudar as professoras titulares a terem um olhar mais esclarecido e darem mais sentido à sessão do Miguel Horta. Depende de nós, que somos o elo entre a turma e a sessão do Miguel, mostrar às professoras que a Educação não Formal só muda os caminhos por onde se vai, mas que pode levar às mesmas aprendizagens e às mesmas MATÉRIAS... muda a forma e não o conteúdo. E isto é verdade para todos, só que para alguns é vital.
Programem-se para (depois de darem tempo e espaço às professoras titulares para se APROPRIAREM do projeto) fazerem sessões conjuntas fazendo avançar o trabalho em contexto de sala de aula em vez dos apoios individuais. E não se preocupem se nesses tempos alguns dos alunos NEE ficou "sem" apoio. Afinal de contas que diferença faz menos uns apoios individualizados? Estes alunos não estão a ganhar mais se, de olho neles, estiverem a trabalhar em contexto de turma a trabalhar com a "ferramenta que têm dentro da cabeça e começa por “I”
Espero que esta minha amiga professora de educação especial me perdoe… mas não resisti.
Tenho aprendido muito com este convívio próximo com estes professores especiais: faz-me bem sair um pouco e o meu trabalho no museu melhora consideravelmente.

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