domingo, 31 de julho de 2011

Cantos e contos nas Casas do Visconde

Existem locais que são referentes para a nossa vida, a partir deles poderemos sempre tirar azimutes para a navegação. As Casas do Visconde são um desses lugares onde nos conferimos. Lugar também de encontros com gente de quem gostamos e acompanhamos o percurso, gente que nos dá esta sensação fantástica (previlégio) de sermos seus contemporâneos. Lira e Pitum, guardiões do espaço, promotores de encontros frutuosos, assim só pelo prazer de comunicar e partilhar. E o resultado foi aquele a que assistimos no dia 24 de Julho, a propósito da “Festa da família” (Paróquia de Canas de Senhorim) juntou-se um bom grupo de pessoas para almoçar (e bem!) e escutar contos e cantos. Sob a sombra dos plátanos escutámos o coro da Casa da Achada, canto genuíno a lembrar que a resiliência em festa faz sentido no Portugal de hoje. Foi com agrado que voltei a encontrar a Eduarda Dionísio, alma deste projecto que se construiu em torno da obra e do homem: Mário Dionísio. Deu-me um prazer especial o momento de encontro entre os donos da casa e Cristina Taquelim: a linguagem é a mesma e suspeito de uma coincidência de pontos de vista sobre este estar no nosso país. Numa sessão de contos partilhada, Cristina brindou-nos com a “Ti miséria”, história que não deixou ninguém indiferente. Bem li o brilho no olhar do padre Nuno e na comoção noutros espectadores. Através da Contadora, são todas as mulheres que a antecederam que falam, com a riqueza própria da nossa tradição oral, trazendo a morte, o desejo ou o riso na toada falada das suas histórias. Aqui vos deixo algumas imagens da bela tarde passada lá em Canas de Senhorim. “E bendito e louvado, está este conto terminado”.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Uma pintura recente...

Sem título - 90x150 - Acrílico e casca de pistáchio sobre tela - Junho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Contos duradouros para jardins efémeros

Tudo a rir!...
Conseguem imaginar a praça D. Duarte em Viseu sem carros e transformada num enorme jardim onde se pode assistir a um filme confortavelmente? E que tal um workshop sobre Bonsai? E claro, sessões de conto num cantinho confortável encostado ao muro da Sé… Assim foram os “Contos duradouros para jardins efémeros” com Lira keil, Cristina Taquelim, Miguel Horta, Ana Bento e Cláudia Sousa, um momento muito especial na cidade de Viseu. Respondemos todos à convocação da Cláudia Sousa dando uma forcinha ao movimento de narração oral em Viseu. Gostei particularmente da nossa sessão de sábado á tarde…bem concorrida. Parabéns Cine Clube! Parabéns Sandra Oliveira! Esperemos que para o ano haja mais...

Perguntas no ar!

Nada como fazer perguntas num Museu! Assim durante uma semana cada um dos meninos e meninas navegaram pelo oceano das artes fazendo perguntas a cada descoberta: Há obras de arte no jardim da Fundação Calouste Gulbenkian? Como é a Arte Moderna? Há monstros no Museu? Como é a Arte de África? Tantas Perguntas no ar”! E as respostas foram ficando registadas nas velas dos nossos barcos corajosos. Cada um deu nome ao seu navio perguntador e içou as velas rumando entre pinturas, esculturas e fotografias. Mais uma semana divertida em parceria com a Vera Alvelos. No final, o grande feiticeiro “Bagawaga” disse adeus aos participantes que zarparam pelo Verão fora. Até para o ano em mais uma oficina de férias do Centro de Arte Moderna!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Plano Nacional de Leitura

Ilustração para o conto "carminho" in "Dacoli e dacolá"
Uma novidade para começo de Verão (estou contente): o meu livro "Dacoli e dacolá " foi incluido na lista do Plano Nacional de Leitura (PNL). Os meus Fantasmas vão andar por aí à solta...