quinta-feira, 30 de junho de 2011

A caixa do lixo...

Na maior parte das vezes em que promovo a oficina "Eu sou Tu" levo sempre comigo uma caixa cheia de objectos velhos e variados que irão fazer parte da nossa história...chamo-lhe a "caixa do lixo". A reacção das crianças é sempre muito engraçada. Espreitem aqui o que eles disseram no Jardim de Infância da Charneca (Mafra) numa iniciativa da Biblioteca Mil Maravilhas.Quando passamos para o desenho dos corpos já com estes objectos, as histórias surgem mais facilmente. Sem a "caixa" o trabalho é mais exigente, mais abstacto, daí resultando um desenho bem diferente (ver). Quando trabalhamos com Necessidades Educativas Especiais no Centro de Arte Moderna (sector de educação) por vezes brincamos com as sombras de cada um de nós, desenhando-as sobre o papel de cenário. O resultado é muito interessante, permite interagir com as outras formas que já lá estão sobre a folha. No Estabelecimento Prisional do Montijo foi muito forte esta oficina: os reclusos tiveram que se tocar, procurar uma posição na grande folha de papel de cenário para construir a sua história. Também foi difícil convencer o chefe dos guardas a deixar entrar uma caixa com objectos tão estranhos...mas com a devida vigilância lá se realizou a actividade. Em contexto de Biblioteca Pública trabalho com famílias inteiras sobre o papel de cenário e, nas Casas do Visconde (Canas de Senhorim) até um cão entrou na história depois de se deixar desenhar deitado na folha. Os jovens mais agitados do projecto "Tásse a Ler" também parceram apreciar este desafio. São assim as histórias quando o corpo fala.

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