quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"A cor das histórias" no Estabelecimento Prisional de Lisboa

Desenho de um recluso
Continuam as sessões de promoção da leitura e da escrita no Estabelecimento Prisional de Lisboa, um trabalho continuado inserido no programa “Leitura sem fronteiras” (DGLB/DGSP). Ao princípio foi difícil. Agora, vou tendo as minhas conquistas junto dos reclusos muito jovens, cheios de adrenalina. O Crioulo tem sido uma das línguas oficiais destas sessões, passaporte de entrada para o Português. Os meu amigos: António Gedeão, Álvaro de Magalhães e o hipop têm sido grandes aliados nesta invasão da leitura. Já começaram a requisitar livros: banda desenhada, policiais, litratura juvenil. Falta-me banda desenhada e poesia (*suspiro*). De vez em quando recorro a álbuns de imagem (“Eu espero”, “O espelho”), até um “pop up” fez sensação na pequena cela (gelada) transformada em biblioteca. Mas a oralidade dos contos produz os efeitos mais inesperados; já tive que repetir uma história a pedido dos presos… Quanto à escrita, aqui ficam alguns resultados depois de uma sessão de “a máquina da poesia”: 
"A sereia beija a natureza com Amor salgado"
"O Poeta escreve a vida escura de um agressivo"
"A vida é apenas um breve passeio que a morte nos reserva"
"Esperar, esperamos sempre. E que esperamos? Ansiamos sempre o melhor porque tememos o pior"
"Golfinho brinca no mar salgado"
"Rei deixa solidão amorosa..." 

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