terça-feira, 9 de novembro de 2010

O jogo da poesia

Este verão, numa oficina de escrita imaginativa que orientei nas “Casas do Visconde” (Canas de Senhorim), propus às crianças uma variação sobre a “máquina da poesia” que apresentei atrás: “O jogo da poesia”. Mais fácil de transportar e pode ser jogado à sombra de uma árvore.
Pegando nas categorias apresentadas no quadro da “Máquina da poesia” (com algumas variações), pedi que me fizessem um jogo de cartas de diferentes cores e que ilustrassem cada palavra escrita. Assim apareceram cartões de cores diferentes para cada categoria de palavras. Azul para objectos ou elementos, amarelo para personagens, rosa claro para verbos, magenta para adjectivos e verde claro para lugares. Como o jogo foi todo feito por eles, as cartas saíram um pouco desiguais mas cheias de expressão gráfica. Depois, toca a baralhar, a partir e a dar as cartas a cada um dos jogadores. Cada um põe a carta na mesa de forma a construir uma frase bonita ou interessante. Cada jogador utiliza uma carta na sua vez, se não conseguir passa a vez a outro. Partindo da fotografia apresentada, aqui fica um exemplo de como poderia ficar a jogada completa: “Soldado alto vê flor a arder” ou “o urso vê o vulcão a arder no alto”. Se todos concordarem…coloca-se o ponto final.
Como o jogo é feito pelos participantes eles envolvem-se bastante com a ideia. A figura do mediador como árbitro neste jogo é muito importante; esclarece dúvidas e mantém o controlo gramatical nas frases construídas.

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